16/12/2008


Até amanhã amor!


Traço uma simples linha,
Desfeita de compromissos e pudores
Despida de adornos e de intrigas
Apenas uma simples linha…
Uma linha igual a tantas outras

Desenho um nome,
Simples e sem adornos
Um nome sem enganos e mentiras
Desenho com a simplicidade de um lápis
É apenas um nome!

Rasgo uma folha de papel
É apenas uma folha de papel branco!

Realizo um gesto,
Um gesto apenas sem alma,
Sem razão de o ser…
Apenas faço, apenas faço…


Volto a traçar uma linha no papel,
É o teu rosto.
É apenas uma linha.
Mas é a linha, que compõe a beleza do rosto
É apenas uma simples linha especial…

Desenho um nome,
Um nome envolto em mistérios
E em estranhos sentimentos do coração;
É um simples nome.
Mas é o nome pelo qual posso estar em ti;
Milhares e milhares de vezes, sempre que precisar…
É o simples nome, da mulher simples que amo…

Rasgo uma folha de papel
Apenas uma folha de papel branco no vento
Que te leva estas palavras que aqui escrevi…

No ar espalho a doçura de um gesto
Um gesto apenas sem alma,
Mas com o meu coração
É um gesto sem fundamento de existir
Apenas um gesto embrulhado num beijo
Até amanhã Daniela!

“ – Meu amor, perdi a felicidade!”





No outro dia, meu amor;

Perdi a felicidade!
Fiquei muito preocupado, meu amor;
Pois aquela minha felicidade
Era de muita importância para mim…
Procurei-a por todo o lado;
Abri as gavetas da cómoda,
Procurei no céu,
Procurei em todas as estrelas do universo,
Procurei até no meu coração;
Mas a felicidade teimava em não aparecer.
Logo me senti frustrado,
Triste e num total desalento;
Desiludido e de cabeça baixa
Decidi em contar-te:
“ – Meu amor, perdi a felicidade!”
E olhando para mim,
(Com aquele meiguice que só tu tens!)
Apenas disseste que não fazia mal;
“ – Todos temos o direito a errar…
E tenhas a felicidade ou não,
Amar-te-ei da mesma maneira de sempre!”
E olhando-me mais uma vez;
E beijaste-me os lábios
(Com aqueles lábios sinceros que só tu tens!)
E sorriste só para mim…
(Com aquele brilho que só tu tens!)

“ – Meu amor,
Reencontrei a felicidade!”
(Porque estava onde sempre a deixei!
No teu meigo olhar;
Na sinceridade do teu beijo;
No brilho do teu sorriso…
Na simplicidade do teu amor!)
Porque contigo, meu amor,
Jamais vez alguma perderei a felicidade!

15/12/2008

Gostava que fosses em mim… (20-11-2008)




Gostava que fosses em mim…
Brilho infantil, radiante saltitando nos olhos;
Sorriso aberto, estatelado na cara;
Beijo acesso, flamejando na bochecha.
Gostava que fosses em mim,
Coração palpitante em feitiço de amor…
Soprar delicado do vento levando em sonhos os cabelos…
Gostava que fosses em mim…Tu…

Gostava que fosses em mim…
Brilho de lua iluminando o cabelo
Estrada na encruzilhada do destino
Que me leva ao teu puro gesto.
Gostava que fosses o vento;
Para que este pássaro que escondo nas mãos
Voa-se lá bem alto do céu
E que levasse ao mundo a mensagem:
Que, mais que tudo na vida;
Eu apenas sei amar-te!
Gostava que fosses em mim…Um mundo por descobrir...

Gostava que fosses em mim…
Palavras deambulando de um lado para o outro
Tentando incansavelmente escapar-me da cabeça
Por entre um turbilhão de emoções.
Gostava que fosses segredo
Minuciosamente segredado ao meu ouvido;
Para que só eu soubesse que existes!
Gostava que fosses mar
Que embala, e que docemente na maré;
Faz baloiçar os meus sonhos!
Gostava que fosses em mim…uma linda poesia de amor!...

Porque és tu!

Porque és em mim!

Porque tu; és em mim…
…Tudo!

Homem finalmente!

Acho que já sou um homem.
Um jovem homem ainda;
Ainda preciso de aprender muito,
De errar muito…
De bater muita vezes com a cabeça na parede
(Como a minha família está sempre a dizer).
Os erros que cometo,
Assumo-os na plenitude de saber que os cometi.
O meu passado, repreendo alguns actos;
Mas orgulho-me de muitos também…
Neste momento posso dizer que gosto de viver!
Ou aprendi a gostar,
Sempre gostei, mas em alguns momentos
Engulo o meu orgulho e fraquejo;
Eu sou um simples humano e tenho direito a fraquejar…
Agora que penso sou mais amado e respeitado do que pensava;
Mas amado e respeitado pelos que me mostraram;
Pois sei que muitos nem valem o esforço de uma resposta…
Muitas pessoas com quem convivo
Não merecem metade do respeito e carinho que lhes dou;
E outras mereciam muito mais do que aquilo a que se dignificam.
É esse um dos meus erros.
Um outro erro pelo qual me repreendo
É não deixar a coisas da vida irem acontecendo,
Em vez de as tentar apressar ou as planear.
Falo do amor, claro.
Tenho esta obtusa mania de querer planear um beijo ou um abraço
(Porque eu gosto muito de beijos e abraços,
Ma nunca ninguém mos dá.
Parece que tenho de começar a preencher requerimentos…)






Acho que agora estou pronto para uma nova fase da minha vida.
Uma fase mais desinibida e bem menos triste;
A mágoa da morte do meu pai ainda se sente,
Mas quase dois anos passaram, e está na altura de prosseguir
E de fazer o que sem duvida ele quereria para mim;
A felicidade!
Prosseguirei para este objectivo
Como sempre prossegui para os outros;
De cabeça levantada, e com humildade que sempre quero ter.
Que comece uma nova fase, que comece uma nova vida!
Despida de preconceito e de histerias…
Fora a infelicidade, fora a tristeza, fora tudo de antigo!
Irei mudar aos poucos, nem depressa, nem devagar;
Mas acima de tudo mudança!
Adeus velho Tiago!
Olá Tiago novo e sem pudores
Tiago desinibido e de cabeça baixa…
Agora mais que tudo quero a vida;
Quero o amor;
Quero a felicidade;
Quero fazer os outros felizes diante de mim, e por mim;
Encontrar alguém especial
Quero-me a mim!
Quero a simplicidade o sabor doce;
Da vida!

Por mim,
Pelos que amo e que me amam
Pela felicidade!
Para ser homem! Finalmente…

12/12/2008



Who are you Blackbird?



Feito de luz;
Manchado em negro…
Traçado de homem;
Delineado em trevas…
Braços de morte;
Penas de silêncio…
Face de anjo;
Bico de desespero…
Caminhando em pernas de homem;
Voando em imaginação…
Sofrendo em pássaro,
Chorando como homem;
Porque o homem não chora!

Quem és Blackbird?
Desespero de um menino
Que forçosamente teve de crescer?
Ou desespero de um homem,
Que aprendeu a amar?
És mais uma palavra,
Que solta no vento se perdeu…
Mais um olhar de soslaio;
Para um infinito feito de nada.
Lágrima apodrecida,
No canto do olho de ninguém…
És mais uma de mil máscaras
De um sofrimento sorridente
De um homem que não sabe;
Mas fantasia voar…

Quem és tu,
Espelho negro de um desconhecido?
Perdeste há muito em ti próprio
Esqueceste o sabor do sol nas feições
Abandonaste as memórias
Quiseste ser de novo algo que nunca foste…
Ficaste frio, só!
Criaste um mundo à tua volta,
Caminhando nele sem rumo…
Até que parado pasmaste
Sem saber onde estavas…
Estás perdido!
E mais do que nunca, já não és tu!...
Então quem és?...


11/12/2008

A felicidade…






Sempre que amares,


Desejares, ou fores em alguém


Se apenas tu!


Sempre que vires diante dos teus olhos


A felicidade passando adornada em sorrisos;


Não a deixes escapar!


Agarra-a com todas as forças que tens…


Não a deixes escapar,


Pois ela dificilmente passará duas vezes...


Sempre que alguém que ames;


Estiver a chorar, ou num aperto de coração;


Abraça-a;


Diz que a adoras.


Que o teu mundo sem ela é incompleto;


Que nada faz sentido…


Deixa-a humedecer o teu ombro com as suas lágrimas;


Deixa-a lamentar, gritar bem alto,


Bem perto do teu ouvido;


Para que saiba que a ouves;


Para que saiba que faz parte do teu mundo…


Que és como um puzzle incompleto


Se ela desaparecer, e não mais estiver…


Diz-lhe as palavras que percorrem o teu coração


Transmite-lhe segurança;


Diz que o mundo não lhe fará mal


Pois sempre estarás presente…


Diz que junto ao candeeiro da cómoda,


Está uma pequena moldura;


E que lá está uma fotografia dela


E que sempre que adormeces;


Lá está ela sorrindo…


Esperando que sol volte para te bater na cara


E enquanto lentamente abres os olhos;


Lá está ela outra vez…


Dizendo um bom dia em forma de sorriso!


Sempre que amares alguém, mais que do fundo coração;


Afina a garganta e grita ao mundo:


Amo-te; és tudo em mim!


E assim saberás;


Na escuridão jamais cairás!


E o que fica lá bem longe da escuridão;


Tem de lindo nome:


Felicidade!...


A árvore diferente e o pássaro negro…




Pousa um pássaro solitário na árvore,
Em tantas já ele poisou…
Mas esta é diferente!
Especial entre todas as outras.
Tem uma transparente e luminosa luz;
A luz que dissipa,
E que guia nos caminhos da sombra.
A mesma luz que faz o pássaro voar
Longe e mais longe,
Mais longe em cada dia…
Para depois vir voltando;
Ao colo quente e materno da árvore.
É uma árvore diferente de todas as outras
A sua casca é magnífica!
É feita de sorrisos!...
A árvore sorri sempre para o pássaro
E o pássaro encantado com tudo;
Fica sempre feliz!

O pássaro ama viver nesta árvore.
E a cada dia que vai escorrendo na vida;
O pássaro, o pequeno e frágil pássaro;
Torna-se um homem.
Um grande e vigoroso homem;
De tudo capaz;
E capaz de tudo!
Capaz de combater
As guerras de anos
Contra as artimanhas da sibilante morte.
Capaz de amar!
E a árvore;
A mais bela árvore do mundo!...
Bem, essa, transforma-se na mais bela mulher
Que os olhos do pássaro viram nascer…
De linda pele macia,
Ornada com um sorriso na cara.
Os olhos, duas raras sementes de diferença…
Um mais belo que o outro;
E os dois, mais belos como não há!
Cabelos castanhos parecidos com belos ramos
Que ao sabor esvoaçante do vento;
Vão voando, sabe-se lá em que sonhos!...

O vigoroso homem ama essa mulher!
Onde se vai e se encontra…
Onde pára o tempo e sofrimento!
Onde se detém a torrente lágrimas em dor!
E ai cresce a luz
Semeia-se o amor…
E assim fica horas enfeitiçado
Nessa doce e vaga luz;
Olhando apenas pasmado;
Para o carinhoso sorriso de luz
Que lhe vai roubando a morte…
Nos seus sonhos mais profundos
O homem gostava que essa árvore;
A linda mulher!
Pudesse virar os olhos;
E olhar assim como o pássaro
O homem, valente poeta!
A olha!…
De uma forma diferente;
De forma especial!
Com profundo amor….

“A história de amor: De Amor e Morte…”




Ele,
Pequeno e de débil figura,
Mas de harmoniosa e imponente alma.
Ela,
Majestosamente elegante em postura,
Desesperante e agonizante em espírito sem calma.
Ele,
Definia-se em contornos de liberdade,
Talhado em coragem, esforço e felicidade…
Ela, por sua vez;
Envolta de mistério e segredos escondidos,
Marcada em escuridão, gritos e gemidos…
Ele, em traços de pincel grosso;
Revelava-se de um tom moreno e jovial.
Olhos envoltos em promessas desfiguradas;
Impulsivas e ardentes como o fogo…
Ela, imperialmente pintada em segmentos macios;
Banhava-se em finas jóias de experiência.
Tinha a pele branca e fria como o gelo.
Possuía cabelos negros, sibilantes como cobras
Os olhos eram oblíquos, entretecidos em sobras…
Ele, chamava-se Amor…
Ela, apelidava-se de Morte…
Ele vestia-se em branco;
Envolvido entre os raios do sol…
Ela, no seu respeito de senhora;
Escondia-se na opacidade da noite.
Reservada entre sombras e escuridão…

Amor e Morte, mais que tudo na existência do universo;
Amavam-se secretamente…
Andavam, sempre e sempre de mãos dadas;
Passeando entre sonhos e contos de fadas.
Ele apreciava o nascer dos pássaros,
E a simplicidade do veado a beber no regato…
Ela deliciava-se com o macabro da vida;
O cuco e expulsar os irmão do ninho,
E lobo a cacear-se com veado em sangue…
Ele,
Aparecia na lentidão,
Centrava-se, e espalhava-se no coração…
Ela,
Sempre na sua melancólica brusquidão
E sempre deixando alguém no caixão…
Lindo amor de morte!
Mas um dia;
Numa feia e trovejante discussão
Morte, sem querer;
Apontou o dedo ao Amor.
E assim foi!…
Amor morreu!...
E na sua aturdida, e doentia tristeza de culpa,
Morte atirou-se do precipício da paixão…
E assim foi…
Morte morreu!...

E assim veio esta história;
Inalterável no tempo;
E nunca contada até aos dias de hoje…
A história de amor:
De Amor e morte…
Que secretamente foram vivendo o seu amor;
Na placidez da morte!


BY: Blackbird…

08/12/2008

A Noite de 03-01-2007… (Um pesadelo para sempre…)


Dormes sobre uma almofada,
A mesma de todos os dias;
Numa noite igual às outras anteriores
No mesmo quarto,
De brancas, pálidas paredes.
As paredes sem expressão
Mas cheias de sonhos
Sonhos de inocência infantil...
Os mesmos sonhos, que sem saberes;
Te seriam roubados para sempre...
Nessa noite em que os olhos previram,
Que a luz da sua faísca
Iria para sempre desaparecer
Aquela inocência com que diziam,
Boa noite...
Quando adormeceste sem saber o dia seguinte,
Desejavas acordar,
Para ver o sol de amanhã...
Agora olhas para trás,
E desejas ter ficado a dormir;
Apenas para sempre...
Porque assim o pesadelo;
Apenas seria isso:
Um pesadelo!
Que se desfaria com o raiar da luz...

Acordas-te em sobressalto,
Acordaram-te...
Mais cedo do que deverias acordar.
Abres os olhos com lentidão;
Como quem não os quer abrir para a escuridão...
Depois de abertos, sabes que algo mudou
Algo está diferente na tua vida;
Ainda tens alma e coração,
Mas preferias não ter;
Para não sofrer!
Sobre ti está debruçado o teu sangue
O teu irmão está diante ti:
“ – Ele está no hospital,
Está na unidade de cuidados intensivos...”
Levantas-te e procuras o caminho
Para lugar nenhum, apenas queres fugir...
Voltas a enfiar-te na cama;
Como se os transparentes lençóis
Te protegessem do mundo inteiro;
Como se os lençóis tapassem a realidade,
E abafassem os gritos de ti!
Pensas o pior, mas rezas o melhor...
Voltas a fechar os olhos como uma criança fecha;
Escondes-te do mundo;
Para que não saibam que sofres...
Para que não saibam que choras...
Para que não saibam que existes...

Enganas-te fingindo dormir
Para que possas acordar e fingir;
Que tudo apenas foi pesadelo...
Mas sabes que é real,
Mais real do que desejarias.
Abres os olhos outra vez,
Deitando ao céu em que não acreditas
Mais uma tola e inútil prece:
“ – Que volte bem e sorrindo!...”
Ilusões que o coração tece
Pois surge-te uma sombra do teu sangue
Rompante entrando pelo quarto,
É o outro irmão, o mais velho;
Deslavado e despedaçado por entre lágrimas;
Como nunca o traçaste...
Por entre as dúvidas e revolta,
Sabes o que aconteceu...
O chão perdesse.
O céu desaparece.
A realidade torna-se opaca e confusa.
Fechas os olhos...
Estás de volta ao frio e triste quarto
A porta fechasse e olhas para ela.
Foi um pesadelo!
Mas não queres abrir a porta...
Não queres saber:
Se pesadelo?
Se realidade?
Mas...porque choras?...

07/12/2008

There is no soul for you!



In your breath,
There’s nothing of human…
When you were born;
In heaven;
They didn’t have
A soul left for you!
Dear angel,
Walk alone, in the dark
In your pretty dreams
You don’t know
What it means;
Don’t have a soul.

You don’t deserve a soul!
You don’t want a soul!
You are the bad guy of story…
Fly and fly…
Because now you know
Now you know!
Now you know!
You don’t have a soul!

You can find
The soul that belongs to you…
Now you can’t fly;
Away, far from this reality!
That is your day
In a life of pain.
Come to me!
I have your soul
I have your destiny.
Now the angel will fly
In the skies of lies

That is your ambition
The destruction of human kind
Because the demon is behind
Begins the destruction
And you want to die
Why?
Why?
If you are the evil, bad guy?

You don’t deserve a soul!
You don’t want a soul!
You are the bad guy of story…
Now you can fly…
Because now you know
Now you know!
Now you know!
You don’t have a soul!

Now you are dying…
Fighting with your Demons
In the war
That you will never win!
And you will fall down
You will crash in the ground
You will still be lost…
And dying,
And dying…

Now you deserve a soul!
You want a soul!
Now, you are the end of story…
Fly, and fly!
Because now you know
Now you know
Now you know
It’s time to die!…

Now you will have a soul…
Because you need
To go home…
In beautiful skiesOf my mind…