16/12/2008


Até amanhã amor!


Traço uma simples linha,
Desfeita de compromissos e pudores
Despida de adornos e de intrigas
Apenas uma simples linha…
Uma linha igual a tantas outras

Desenho um nome,
Simples e sem adornos
Um nome sem enganos e mentiras
Desenho com a simplicidade de um lápis
É apenas um nome!

Rasgo uma folha de papel
É apenas uma folha de papel branco!

Realizo um gesto,
Um gesto apenas sem alma,
Sem razão de o ser…
Apenas faço, apenas faço…


Volto a traçar uma linha no papel,
É o teu rosto.
É apenas uma linha.
Mas é a linha, que compõe a beleza do rosto
É apenas uma simples linha especial…

Desenho um nome,
Um nome envolto em mistérios
E em estranhos sentimentos do coração;
É um simples nome.
Mas é o nome pelo qual posso estar em ti;
Milhares e milhares de vezes, sempre que precisar…
É o simples nome, da mulher simples que amo…

Rasgo uma folha de papel
Apenas uma folha de papel branco no vento
Que te leva estas palavras que aqui escrevi…

No ar espalho a doçura de um gesto
Um gesto apenas sem alma,
Mas com o meu coração
É um gesto sem fundamento de existir
Apenas um gesto embrulhado num beijo
Até amanhã Daniela!

“ – Meu amor, perdi a felicidade!”





No outro dia, meu amor;

Perdi a felicidade!
Fiquei muito preocupado, meu amor;
Pois aquela minha felicidade
Era de muita importância para mim…
Procurei-a por todo o lado;
Abri as gavetas da cómoda,
Procurei no céu,
Procurei em todas as estrelas do universo,
Procurei até no meu coração;
Mas a felicidade teimava em não aparecer.
Logo me senti frustrado,
Triste e num total desalento;
Desiludido e de cabeça baixa
Decidi em contar-te:
“ – Meu amor, perdi a felicidade!”
E olhando para mim,
(Com aquele meiguice que só tu tens!)
Apenas disseste que não fazia mal;
“ – Todos temos o direito a errar…
E tenhas a felicidade ou não,
Amar-te-ei da mesma maneira de sempre!”
E olhando-me mais uma vez;
E beijaste-me os lábios
(Com aqueles lábios sinceros que só tu tens!)
E sorriste só para mim…
(Com aquele brilho que só tu tens!)

“ – Meu amor,
Reencontrei a felicidade!”
(Porque estava onde sempre a deixei!
No teu meigo olhar;
Na sinceridade do teu beijo;
No brilho do teu sorriso…
Na simplicidade do teu amor!)
Porque contigo, meu amor,
Jamais vez alguma perderei a felicidade!

15/12/2008

Gostava que fosses em mim… (20-11-2008)




Gostava que fosses em mim…
Brilho infantil, radiante saltitando nos olhos;
Sorriso aberto, estatelado na cara;
Beijo acesso, flamejando na bochecha.
Gostava que fosses em mim,
Coração palpitante em feitiço de amor…
Soprar delicado do vento levando em sonhos os cabelos…
Gostava que fosses em mim…Tu…

Gostava que fosses em mim…
Brilho de lua iluminando o cabelo
Estrada na encruzilhada do destino
Que me leva ao teu puro gesto.
Gostava que fosses o vento;
Para que este pássaro que escondo nas mãos
Voa-se lá bem alto do céu
E que levasse ao mundo a mensagem:
Que, mais que tudo na vida;
Eu apenas sei amar-te!
Gostava que fosses em mim…Um mundo por descobrir...

Gostava que fosses em mim…
Palavras deambulando de um lado para o outro
Tentando incansavelmente escapar-me da cabeça
Por entre um turbilhão de emoções.
Gostava que fosses segredo
Minuciosamente segredado ao meu ouvido;
Para que só eu soubesse que existes!
Gostava que fosses mar
Que embala, e que docemente na maré;
Faz baloiçar os meus sonhos!
Gostava que fosses em mim…uma linda poesia de amor!...

Porque és tu!

Porque és em mim!

Porque tu; és em mim…
…Tudo!

Homem finalmente!

Acho que já sou um homem.
Um jovem homem ainda;
Ainda preciso de aprender muito,
De errar muito…
De bater muita vezes com a cabeça na parede
(Como a minha família está sempre a dizer).
Os erros que cometo,
Assumo-os na plenitude de saber que os cometi.
O meu passado, repreendo alguns actos;
Mas orgulho-me de muitos também…
Neste momento posso dizer que gosto de viver!
Ou aprendi a gostar,
Sempre gostei, mas em alguns momentos
Engulo o meu orgulho e fraquejo;
Eu sou um simples humano e tenho direito a fraquejar…
Agora que penso sou mais amado e respeitado do que pensava;
Mas amado e respeitado pelos que me mostraram;
Pois sei que muitos nem valem o esforço de uma resposta…
Muitas pessoas com quem convivo
Não merecem metade do respeito e carinho que lhes dou;
E outras mereciam muito mais do que aquilo a que se dignificam.
É esse um dos meus erros.
Um outro erro pelo qual me repreendo
É não deixar a coisas da vida irem acontecendo,
Em vez de as tentar apressar ou as planear.
Falo do amor, claro.
Tenho esta obtusa mania de querer planear um beijo ou um abraço
(Porque eu gosto muito de beijos e abraços,
Ma nunca ninguém mos dá.
Parece que tenho de começar a preencher requerimentos…)






Acho que agora estou pronto para uma nova fase da minha vida.
Uma fase mais desinibida e bem menos triste;
A mágoa da morte do meu pai ainda se sente,
Mas quase dois anos passaram, e está na altura de prosseguir
E de fazer o que sem duvida ele quereria para mim;
A felicidade!
Prosseguirei para este objectivo
Como sempre prossegui para os outros;
De cabeça levantada, e com humildade que sempre quero ter.
Que comece uma nova fase, que comece uma nova vida!
Despida de preconceito e de histerias…
Fora a infelicidade, fora a tristeza, fora tudo de antigo!
Irei mudar aos poucos, nem depressa, nem devagar;
Mas acima de tudo mudança!
Adeus velho Tiago!
Olá Tiago novo e sem pudores
Tiago desinibido e de cabeça baixa…
Agora mais que tudo quero a vida;
Quero o amor;
Quero a felicidade;
Quero fazer os outros felizes diante de mim, e por mim;
Encontrar alguém especial
Quero-me a mim!
Quero a simplicidade o sabor doce;
Da vida!

Por mim,
Pelos que amo e que me amam
Pela felicidade!
Para ser homem! Finalmente…

12/12/2008



Who are you Blackbird?



Feito de luz;
Manchado em negro…
Traçado de homem;
Delineado em trevas…
Braços de morte;
Penas de silêncio…
Face de anjo;
Bico de desespero…
Caminhando em pernas de homem;
Voando em imaginação…
Sofrendo em pássaro,
Chorando como homem;
Porque o homem não chora!

Quem és Blackbird?
Desespero de um menino
Que forçosamente teve de crescer?
Ou desespero de um homem,
Que aprendeu a amar?
És mais uma palavra,
Que solta no vento se perdeu…
Mais um olhar de soslaio;
Para um infinito feito de nada.
Lágrima apodrecida,
No canto do olho de ninguém…
És mais uma de mil máscaras
De um sofrimento sorridente
De um homem que não sabe;
Mas fantasia voar…

Quem és tu,
Espelho negro de um desconhecido?
Perdeste há muito em ti próprio
Esqueceste o sabor do sol nas feições
Abandonaste as memórias
Quiseste ser de novo algo que nunca foste…
Ficaste frio, só!
Criaste um mundo à tua volta,
Caminhando nele sem rumo…
Até que parado pasmaste
Sem saber onde estavas…
Estás perdido!
E mais do que nunca, já não és tu!...
Então quem és?...


11/12/2008

A felicidade…






Sempre que amares,


Desejares, ou fores em alguém


Se apenas tu!


Sempre que vires diante dos teus olhos


A felicidade passando adornada em sorrisos;


Não a deixes escapar!


Agarra-a com todas as forças que tens…


Não a deixes escapar,


Pois ela dificilmente passará duas vezes...


Sempre que alguém que ames;


Estiver a chorar, ou num aperto de coração;


Abraça-a;


Diz que a adoras.


Que o teu mundo sem ela é incompleto;


Que nada faz sentido…


Deixa-a humedecer o teu ombro com as suas lágrimas;


Deixa-a lamentar, gritar bem alto,


Bem perto do teu ouvido;


Para que saiba que a ouves;


Para que saiba que faz parte do teu mundo…


Que és como um puzzle incompleto


Se ela desaparecer, e não mais estiver…


Diz-lhe as palavras que percorrem o teu coração


Transmite-lhe segurança;


Diz que o mundo não lhe fará mal


Pois sempre estarás presente…


Diz que junto ao candeeiro da cómoda,


Está uma pequena moldura;


E que lá está uma fotografia dela


E que sempre que adormeces;


Lá está ela sorrindo…


Esperando que sol volte para te bater na cara


E enquanto lentamente abres os olhos;


Lá está ela outra vez…


Dizendo um bom dia em forma de sorriso!


Sempre que amares alguém, mais que do fundo coração;


Afina a garganta e grita ao mundo:


Amo-te; és tudo em mim!


E assim saberás;


Na escuridão jamais cairás!


E o que fica lá bem longe da escuridão;


Tem de lindo nome:


Felicidade!...


A árvore diferente e o pássaro negro…




Pousa um pássaro solitário na árvore,
Em tantas já ele poisou…
Mas esta é diferente!
Especial entre todas as outras.
Tem uma transparente e luminosa luz;
A luz que dissipa,
E que guia nos caminhos da sombra.
A mesma luz que faz o pássaro voar
Longe e mais longe,
Mais longe em cada dia…
Para depois vir voltando;
Ao colo quente e materno da árvore.
É uma árvore diferente de todas as outras
A sua casca é magnífica!
É feita de sorrisos!...
A árvore sorri sempre para o pássaro
E o pássaro encantado com tudo;
Fica sempre feliz!

O pássaro ama viver nesta árvore.
E a cada dia que vai escorrendo na vida;
O pássaro, o pequeno e frágil pássaro;
Torna-se um homem.
Um grande e vigoroso homem;
De tudo capaz;
E capaz de tudo!
Capaz de combater
As guerras de anos
Contra as artimanhas da sibilante morte.
Capaz de amar!
E a árvore;
A mais bela árvore do mundo!...
Bem, essa, transforma-se na mais bela mulher
Que os olhos do pássaro viram nascer…
De linda pele macia,
Ornada com um sorriso na cara.
Os olhos, duas raras sementes de diferença…
Um mais belo que o outro;
E os dois, mais belos como não há!
Cabelos castanhos parecidos com belos ramos
Que ao sabor esvoaçante do vento;
Vão voando, sabe-se lá em que sonhos!...

O vigoroso homem ama essa mulher!
Onde se vai e se encontra…
Onde pára o tempo e sofrimento!
Onde se detém a torrente lágrimas em dor!
E ai cresce a luz
Semeia-se o amor…
E assim fica horas enfeitiçado
Nessa doce e vaga luz;
Olhando apenas pasmado;
Para o carinhoso sorriso de luz
Que lhe vai roubando a morte…
Nos seus sonhos mais profundos
O homem gostava que essa árvore;
A linda mulher!
Pudesse virar os olhos;
E olhar assim como o pássaro
O homem, valente poeta!
A olha!…
De uma forma diferente;
De forma especial!
Com profundo amor….

“A história de amor: De Amor e Morte…”




Ele,
Pequeno e de débil figura,
Mas de harmoniosa e imponente alma.
Ela,
Majestosamente elegante em postura,
Desesperante e agonizante em espírito sem calma.
Ele,
Definia-se em contornos de liberdade,
Talhado em coragem, esforço e felicidade…
Ela, por sua vez;
Envolta de mistério e segredos escondidos,
Marcada em escuridão, gritos e gemidos…
Ele, em traços de pincel grosso;
Revelava-se de um tom moreno e jovial.
Olhos envoltos em promessas desfiguradas;
Impulsivas e ardentes como o fogo…
Ela, imperialmente pintada em segmentos macios;
Banhava-se em finas jóias de experiência.
Tinha a pele branca e fria como o gelo.
Possuía cabelos negros, sibilantes como cobras
Os olhos eram oblíquos, entretecidos em sobras…
Ele, chamava-se Amor…
Ela, apelidava-se de Morte…
Ele vestia-se em branco;
Envolvido entre os raios do sol…
Ela, no seu respeito de senhora;
Escondia-se na opacidade da noite.
Reservada entre sombras e escuridão…

Amor e Morte, mais que tudo na existência do universo;
Amavam-se secretamente…
Andavam, sempre e sempre de mãos dadas;
Passeando entre sonhos e contos de fadas.
Ele apreciava o nascer dos pássaros,
E a simplicidade do veado a beber no regato…
Ela deliciava-se com o macabro da vida;
O cuco e expulsar os irmão do ninho,
E lobo a cacear-se com veado em sangue…
Ele,
Aparecia na lentidão,
Centrava-se, e espalhava-se no coração…
Ela,
Sempre na sua melancólica brusquidão
E sempre deixando alguém no caixão…
Lindo amor de morte!
Mas um dia;
Numa feia e trovejante discussão
Morte, sem querer;
Apontou o dedo ao Amor.
E assim foi!…
Amor morreu!...
E na sua aturdida, e doentia tristeza de culpa,
Morte atirou-se do precipício da paixão…
E assim foi…
Morte morreu!...

E assim veio esta história;
Inalterável no tempo;
E nunca contada até aos dias de hoje…
A história de amor:
De Amor e morte…
Que secretamente foram vivendo o seu amor;
Na placidez da morte!


BY: Blackbird…

08/12/2008

A Noite de 03-01-2007… (Um pesadelo para sempre…)


Dormes sobre uma almofada,
A mesma de todos os dias;
Numa noite igual às outras anteriores
No mesmo quarto,
De brancas, pálidas paredes.
As paredes sem expressão
Mas cheias de sonhos
Sonhos de inocência infantil...
Os mesmos sonhos, que sem saberes;
Te seriam roubados para sempre...
Nessa noite em que os olhos previram,
Que a luz da sua faísca
Iria para sempre desaparecer
Aquela inocência com que diziam,
Boa noite...
Quando adormeceste sem saber o dia seguinte,
Desejavas acordar,
Para ver o sol de amanhã...
Agora olhas para trás,
E desejas ter ficado a dormir;
Apenas para sempre...
Porque assim o pesadelo;
Apenas seria isso:
Um pesadelo!
Que se desfaria com o raiar da luz...

Acordas-te em sobressalto,
Acordaram-te...
Mais cedo do que deverias acordar.
Abres os olhos com lentidão;
Como quem não os quer abrir para a escuridão...
Depois de abertos, sabes que algo mudou
Algo está diferente na tua vida;
Ainda tens alma e coração,
Mas preferias não ter;
Para não sofrer!
Sobre ti está debruçado o teu sangue
O teu irmão está diante ti:
“ – Ele está no hospital,
Está na unidade de cuidados intensivos...”
Levantas-te e procuras o caminho
Para lugar nenhum, apenas queres fugir...
Voltas a enfiar-te na cama;
Como se os transparentes lençóis
Te protegessem do mundo inteiro;
Como se os lençóis tapassem a realidade,
E abafassem os gritos de ti!
Pensas o pior, mas rezas o melhor...
Voltas a fechar os olhos como uma criança fecha;
Escondes-te do mundo;
Para que não saibam que sofres...
Para que não saibam que choras...
Para que não saibam que existes...

Enganas-te fingindo dormir
Para que possas acordar e fingir;
Que tudo apenas foi pesadelo...
Mas sabes que é real,
Mais real do que desejarias.
Abres os olhos outra vez,
Deitando ao céu em que não acreditas
Mais uma tola e inútil prece:
“ – Que volte bem e sorrindo!...”
Ilusões que o coração tece
Pois surge-te uma sombra do teu sangue
Rompante entrando pelo quarto,
É o outro irmão, o mais velho;
Deslavado e despedaçado por entre lágrimas;
Como nunca o traçaste...
Por entre as dúvidas e revolta,
Sabes o que aconteceu...
O chão perdesse.
O céu desaparece.
A realidade torna-se opaca e confusa.
Fechas os olhos...
Estás de volta ao frio e triste quarto
A porta fechasse e olhas para ela.
Foi um pesadelo!
Mas não queres abrir a porta...
Não queres saber:
Se pesadelo?
Se realidade?
Mas...porque choras?...

07/12/2008

There is no soul for you!



In your breath,
There’s nothing of human…
When you were born;
In heaven;
They didn’t have
A soul left for you!
Dear angel,
Walk alone, in the dark
In your pretty dreams
You don’t know
What it means;
Don’t have a soul.

You don’t deserve a soul!
You don’t want a soul!
You are the bad guy of story…
Fly and fly…
Because now you know
Now you know!
Now you know!
You don’t have a soul!

You can find
The soul that belongs to you…
Now you can’t fly;
Away, far from this reality!
That is your day
In a life of pain.
Come to me!
I have your soul
I have your destiny.
Now the angel will fly
In the skies of lies

That is your ambition
The destruction of human kind
Because the demon is behind
Begins the destruction
And you want to die
Why?
Why?
If you are the evil, bad guy?

You don’t deserve a soul!
You don’t want a soul!
You are the bad guy of story…
Now you can fly…
Because now you know
Now you know!
Now you know!
You don’t have a soul!

Now you are dying…
Fighting with your Demons
In the war
That you will never win!
And you will fall down
You will crash in the ground
You will still be lost…
And dying,
And dying…

Now you deserve a soul!
You want a soul!
Now, you are the end of story…
Fly, and fly!
Because now you know
Now you know
Now you know
It’s time to die!…

Now you will have a soul…
Because you need
To go home…
In beautiful skiesOf my mind…

05/09/2008

Anjo-do-mar…


Anjo-do-mar…


Mais que uma aventura
mais que uma onda de frescura…
que um simples oceano,
ou grandioso mar…
mais que o prazer de amar…
Mais que fácil gesto
um beijo, um abraço
ou um olhar modesto…
Mais que uma imensidão,
mais que uma pessoa
de grande coração…

Reinando no mar…
Como quem encanta
num simples olhar…
Para além,
de tudo e de ninguém…
Para além de uma canção de pescadores
além das palavras de pecadores…
…está o anjo-do-mar…
energia de uma maré;
mais que um complexo de fé…

Parti na aventura;
sem saber o que procurava…
nunca fui velejador,
nem homem do mar…
apenas poeta escritor,
dotado da arte de amar…
Messes e anos vasculhei o vazio,
olhei-te a primeira vez
cantavas à beira de um grande rio
Não cantavas cações de encantar
Cantavas histórias
De como te encontrar…

Parti cabisbaixo
sem nenhuma esperança…
Voltei com a felicidade
e um sorriso de criança…
pensei em dias a fundo
em me matar
e acabar com o meu mundo
agora sei; o que é amar…
Uma pessoa que queremos proteger…
Uma pessoa que nunca vamos esquecer…



Simples anjo-do-mar
não fui eu;
mas tu a me encontrar…
quando andava perdido
à deriva de mim…
Escutaste-me, livraste-me do fim…

Que és tu anjo-do-mar
Simples criança,
ou mulher que já sabe acarinhar?
Isso eu não,
mas continuo preso no teu olhar
tanta profundidade;
parecem falar…
Branca como espuma de ondas…
Cabelo de ondas…
De onde vieste tu?
De um conto de encantar
Ou de uma onda no vento do ar?…
Apenas isso anjo-do-mar…
…o melhor que eu posso desejar…
Obrigado…
por sempre me vires salvar!...


Este poema é dedicado à grande Tixa, como eu a chamo!
Pelo incomparável apoio, e pela doce forma de amar!...
Obrigado por tudo!!!E foi mesmo muito!!!

28/07/2008

Women in black...




Promise me that when I will be a star
There well at the top of the sky Woman in black
You’ll sing to me,
Only for me
Every single night of moonlight
On this single day
That is the death…
And that you will stop the world
So, they will hear you sing…
And when everything is still
Diving in a absolute silence…
Everybody will try to understand
The sound of a whisper…
Maybe a poem…
Done with love and a song of screams and pain!…
Promise me…
Promise me that you will never reject me
At that placid site where I will rest…
With all my glory
For all my eternity
Don’t leave brambles
Destroy my last address
Promise me that you will kiss my soul..
Which you will hear singing…
In pain nights of moonlight
Promise me, you will console those I love
With the hope that you don’t have to…
Which you will embrace
When you feel naked in the cold of the night
Tell them, that all my life
I tried to be a poet…
Appeared to my own invisibility.
But only me!…
A man!…
Failed…
Promise me…
Women in Black!…

Razão de existência…(A pior dor do mundo)


Sou fantasma!
Fantasma de mim próprio
e de um mundo…
próprio de mim…
Sou daqueles fantasmas
que gosta de voar…
Voar até ao nada
e até ao infinito
Viajo pelo mundo inteiro
Desde o mais lindo jardim
à mais humilde e solitária flor…
Desde a mais humilde casa
À mais luxuosa de todas…
Viajo para onde sinto amor
E por onde me magoa a dor…
Seja por onde for…
Eu posso lá estar
Mas desta vez
voei até um sitio onde nunca pensei voar
Ao mais bonito jardim
da mais bela casa que alguma vez encontrei
Tudo era belo!...
Haveria nesta amor de certeza!
Mas tudo o que lá encontrei
foi lágrimas e tristeza…
Lágrimas de um belo sentimento
de uma infantil saudade prematura…
Encolhida a um canto
de um quarto rosa sombrio
Uma linda mulher…
Na porta li…
um nome jamais esquecido
Em frente da porta,
lá bem no cimo
um relógio de cuco
cantando tristeza
O seu pêndulo
batendo como um frio coração…
Ao lado palhaços
sorrindo sem expressão…
A lua vai iluminado todo este quarto
Uma pequena cama ao fundo
de lençóis ainda amarrotados…
Lençóis cor de rosa…
Sinto o meu coração
cair aos bocados em cada palavra que escrevo…
Esta tristeza
faz-me voar
para um vazio ainda mais triste…
Voar;
para dentro da bela mulher
Sinto a sua respiração;
respiro com ela…
Sinto as suas emoções;
choro com ela…
Sinto os seus pensamentos;
chamo a morte dela…
Ao fundo o riso de uma criança…
Levanta-mos a cabeça
para ver a sua ilusão…
O choro torna-se mais intenso
mais surrealista!...
Olho para as molduras
ao lado da cama…
ornadas…de vazio…
As memórias vêm à cabeça
como retratos de luz…
Os passeios
Os dias na praia
O sol do fim de tarde…
Os sorrisos…
“ ─ Amo-te mamã…”
A lágrimas choram
o sangue da madrugada…
Fecho e abro os olhos carregados de revolta…
Fecho outra vez…
Quando os abro,
estou novamente à porta
diante da chorosa mulher
Aperto os dedos sentindo raiva para com o mundo
como se continuasse na mulher
Sinto um cabo de madeira
e uma lâmina fria na minha mão…
Aproximo-me da mulher…
Ela olha p’ra mim sorrindo
como se me vendo…
e como se esperando por mim…
Fecho os olhos uma ultima vez…
E apesar de ser apenas um fantasma…
Sinto sangue beijar-me a face
Como em jeito…
…de agradecimento…

22/07/2008

Sonhos infantis


Quando as memórias de infância
Não passam de lágrimas,
fielmente brotadas umas a seguir à outra
diante de um espelho de imagem turva
Quando tudo o que dizes…
Sentes…
e…
escreves
Já não faz sentido…
Quando tudo em que acreditaste
Não passa da mais nua e falsa mentira
A mentira dos teus sonhos
escondida algures na tua mente de menino sonhador
A mentira dos teus medos…
Os monstros de noite
Que te visitavam
e que obrigavam a ficar quieto,
para dormir…
Esses mesmos que nunca vieram…
Pois já cá estavam…
Algures nesse teu coração…
Os mitos…
Esquecidos…
As lendas…
Desfeitas…
As histórias…
Bem, vives dentro de uma…
mas só que é triste!…


Mitos
Lendas
Histórias…
Com tanto viveste…
Sonhaste…
Sonhaste que tudo tinhas
apesar de nunca teres tido nada…
O emprego fixe…
A casa porreira…
A mulher branca desses mesmos sonhos!…
Tudo e todos felizes…
Paz!
A família…toda!...

Nunca nesses sonhos sonhaste
o pesadelo que haveria de vir
e que haverias em cada lágrima;
de viver…
Nunca pesaste o que haverias de sofrer
Os gritos no silêncio…
Nunca imaginaste que esses mesmos acontecimentos
te fizessem morrer…
Na dor…
Da verdadeira perda
do verbo perder
O primo…
Com quem desabafavas
nos momentos de solidão…
E que viste percorrer a última viagem
Sabe-se lá para onde…
Pai!...
E a perda
de quem perdeu
muito mais…
muito…muito…mais!

O sentido
O caminho
As lágrimas…
O amor…
chorado numa caneta…
A perda…
dos próprios sonhos
Os sonhos felizes
Em que sonhavas dizer:
─ Amo-te…
P’ra toda a minha vida…
“─ Prometo amar-te…
Respeitar-te…
para toda a eternidade…
Até que a morte
nos separe!...”
Coincidência das coincidências?…
Separou!
A morte dos meus sonhos
A morte da realidade luminosa
em que vivia sonhando…
Talvez até a minha própria morte…
tenha destruído tudo em que acreditei…
Tudo em que sonhei…
Tudo acabou!…
Quando encarei
que não sou eu que guia a minha própria vida
da maneira que quero…
da maneira que sonho!
Talvez tenha morrido
Quando olhei a realidade
suja e fria…
do espelho turvo…
Que sempre reflectiu…
nada mais…
nada menos…
Que a minha própria imagem…
Suja…
e fria…
A propósito…
Parabéns!...

11/07/2008

Lua


O que fazes quando o mundo
absoluto e tão profundo
está contra ti?
O que fazes?
O que fazes, p’rá além de fugir?
Quando tudo em que acreditas
teima em não surgir…
Os que fazes
nas horas em que tristeza aperta?
Nos momentos em que vês a esperança de uma história;
ser nada mais que uma memória…
O que fazes no teu canto,
tão imponente,
tão pacífico…
Que dá vontade de chorar…
O que fazes quando o negro, não deixa o teu coração?
Eu…
Na minha rotunda solidão
Escrevo os meus pensamentos
Atirados, rabiscados…
Em simples folhas de papel…
Escrevo palavras…
Palavras de quem as escreve
E de quem não tem boca para as dizer…
O que fazes quando vives num mundo…
Mas desejas o outro?
Quando estás rodeado de luz…
Mas desejas a sombra?
O que fazes?
Quando o teu pensamento quer voar
p’ra além do real…
p’ra além do definido…
p’ra além da vida e da morte?...
Quando o teu corpo deseja mais do que está em ti?
Quando sentes que não foste feito para viver…
nem para morrer…
Foste feito p’ra estar num sítio qualquer
e em sítio nenhum…
Menos onde estás…
Sentes só vontade de voar…
Voar…
Voar…
No vento de um sussurro…
A caminho…
…da Lua…

09/07/2008

Imortal...


Desfeito está o coração...
Coração de Imortal...
Acabada está a paixão
Paixão de Imortal...
Desfeita foi a sanidade
Sanidade de Imortal...
Começou a saudade
Saudade de Imortal...
Começa agora o sofrimento de não igual
Sofrimento de Imortal...
Resta o mal
Mal de Imortal...
Perdura a dor
Dor de Imortal...
Acabou o amor
Amor de Imortal...
Permanece a solidão
Solidão de Imortal...
Presa agora na escuridão
Escuridão de Imortal...
Não mais reina a razão
Razão de imortal...
Começa a perdição
Perdição de Imortal...
Com a morte começa o final...
Final do tal
Final do Imortal...
Agora já; coração de Mortal...

03/07/2008

Mulher de negro


Promete-me que quando for uma estrela
Lá bem no cimo do céu
Irás cantar para mim
Só para mim
Em cada noite de luar…
Deste único dia
Que é a morte…
E que irás prender o mundo
Para te ouvir cantar…
E quando tudo estiver
Mergulhado num silêncio absoluto
Tentarão perceber
O som de um murmúrio…
Talvez um poema…
Feito de amor
E cantado em gritos de dor!...
Promete-me…
Promete-me que nunca me abandonarás
Naquele plácido sítio onde repousarei…
Com toda a minha glória
Para toda a eternidade
Que não deixarás as silvas
Corromper a minha última morada
Promete-me que irás beijar o meu espírito…
Que te ouvirá cantar…
Nas noites de dor e luar…
Promete-me que vais consolar os que amo
Com a esperança que não tens…
Que os irás abraçar
Quando se sentirem nus no frio da noite
E dir-lhes-ás
Que em toda a minha vida
Tentei ser Poeta…
Emergir da minha própria invisibilidade.
Mas que simplesmente eu!...
Homem!...
Falhei!...
Promete-me…
Mulher…de negro!

29/06/2008

Memória companheira...


No vazio...
Para o vazio...
Caminho...
No escuro...
Completa solidão...
Ofuscante Escuridão...

Nada levo comigo...
As memórias perderam-se
As histórias esqueceram-se...
Nu...

Caminho talvez sozinho...
Ou talvez não...
A minha alma caminha comigo lado...a...lado...

Timidamente parei...
Defronte do nada...
Para sorrir;
por nada...

A minha própria respiração gela-me a veias...
O meu próprio olhar trespassa-me a alma
e desfaz o pequeno coração...
A minha companheira e eterna alma
poisa-me a mão no ombro...
E diz:
- Quem diria...
- No vazio da própria escuridão!...

27/06/2008

In Loving Memory...


As memórias…
As memórias de amor…
São inesquecíveis!...
São belos momentos
Que perduram eternamente na memória
Memórias que nunca queremos esquecer
E que empurramos com toda a forca do mundo
Para dentro do coração…
Para que elas nunca saiam de lá nunca…
As memórias…
As boas memórias
Ou tristes memórias de amor
Dão nos força…
São elas
Que nos fazem chorar
Ter um ridículo sorriso na cara!
Ou simplesmente ficar com saudades…
Memórias…
Memórias de amor
Estas verdadeiras memórias…
Acompanham-nos toda a vida…
E fazem de nós:
Homens…
Mulheres…
Melhores que no dia anterior…
E ainda melhores que no dia anterior!
As memórias de amor…
São lágrimas…
Apertos no peito…
Suspiros de alívio…
São sorrisos…
Beijos…
Ou simples olhares
Guardados na lembrança de quem ama…
As memórias de amor…
As verdadeiras memórias de amor…
São tudo!
E não se esquecem nunca…
Nunca!...
Nunca!...
Nunca!...
Nunca!...
Nunca!...




As memórias que fazem de mim
Maior do que pareço ser!
Á minha família, Á mulher que amo…
BY: Tiago Freitas (27-06-08)

26/06/2008

Nazgül…

Outrora foste rei
Rei de um reino
e rei de alguém…
Não estás aqui,
mas não te encontras no além
Não és passado do que foste,
não és presente do que és agora,
nem és futuro do que irás ser…
Não és nada!
Apenas um espectro
Perdido
Preso sabe-se lá onde…
Talvez num mundo paralelo a este
E esse mesmo mundo,
paralelo a todos os outros.
Sofres como quem vive
Mas lamentas
como quem está a morrer…
Perante a grandeza que outrora fruíste
Quiseste mais…
Mais do que era imaginável ter
Mas na tua arrogância de tudo ter
Ficaste sem nada…
Sem a própria
E sem a hipótese de morrer
Ficaste até;
sem a tua vontade
que, se alguma vez a tiveste
Sucumbiu…
Ao desejo do nada
Ninguém te pode matar
Mas também ninguém te pode amar…
Nazgül…
Este é o teu nome…
Teu nome é sopro
O sopro da morte
Que vem soprar a vida…
(A Completar)

24/06/2008

Lady of Stone…


Senhora de pedra…
O que fazes olhando para o mar?
O que fazes no cimo de um planalto
de pés descalços no asfalto?
Olhas para o mar
Á espera dos navios perdidos
Que outrora viste partir…
Mas que nunca viste chegar…

Senhora de pedra…
O que fazes cantando para o vento?
Porque cantas,
as canções de quem perdeu?
O que perdeste tu?
A saudade, a esperança?
Um olhar, ou o sabor de um beijo de despedida?
Será que perdeste o cheiro dos navios?
O cheiro dos cascos cobertos de musgo?
O barulho do cais na madrugada?

Será que perdeste a razão da tua existência,
quando perdes-te o cheiro dos cabelos de alguém?
O cheiro de alguém que amas-te…
Por quem esperas-te…
E que talvez continues a amar…
E a esperar…
De olhos postos no fundo mar
Na tua rotunda solidão…

Senhora de pedra…
Remóis-te na culpa
De teres perdido o teu jovem amado
Naquela noite de partida
E de teres dia e noite chorado
E teres criado este mar
Onde mataste quem amavas…
Na tua petrificada razão de esperar…
Esperas…
Esperas…
Por aquele que amas…
Até ao dia em que ele volte
P’ra te amar novamente…
E faça bater…
Esse teu coração de pedra…

13/06/2008

Pedreiro...


Nunca foi teu, o sítio onde nasceste
Nem teu o sítio onde morreste…
Por direito tudo é teu!
Mesmo o coração que é meu
O coração que construíste
Mas que na tua morte destruíste…

Pobre pedreiro plebeu
Construíste tudo o que é teu…
A infância onde viveste
A mesma alegria que nunca tiveste

Sempre, sempre trabalhador
Filho de povo navegador
Pedreiro sonhador
Pintor sem pintura,
Pedreiro a valer
Construtor da vida dura
Em que havias de morrer…

Por amor fugiste
Para longe, bem longe
Por amor mentiste
Acreditando num falso monge…

Teu próprio pai nunca te amou
Criador daquele teu irmão que nunca te chamou
Ser irmão sempre desejaste
Irmão daqueles que sempre ajudaste
Aqueles que criaste, que aprendeste a amar
E que com o coração aprendeste a perdoar…

Procuraste o irmão
Aqueles a quem pediste a mão
Aqueles mesmos que te viram cair no chão
Que nunca te prezaram a vida
E que agora a choram pois está perdida…

Resistindo procuraste ter
A única coisa que te fez viver
A família que fizeste nascer
Família que nunca verás crescer…
Tanto para dizer
Tão pouco tempo de viver…

Tantas histórias
Agora apenas memórias
Tanta sabedoria…
Que num túmulo se perderia

A um pedreiro dedico esta poesia
Homem que relembro com alegria
Ao amor de pai…
Que agora já lá vai
Mas de que todos os dias sinto saudade
Este amor de verdade
Que sempre amei
Nunca o esquecerei! …
Meu pai…




Adoro-te meu querido pai…
Pela vida…
Pelo amor…
Que me deste
Por ti…
Carrego honradamente…
O nome que me veste

Adoro-te meu pai…

18/05/2008

Beco!...


Num beco envolto em sombras
À beira de uma mórbida escada
Procuro o aconchego da escuridão...
O vento vai-me varrendo para longe...
Mas estou imóvel!...

Vazio e sem sentimentos...
Procuro a razão da minha existência
Talvez não procure a inocência da minha infância
Mas o beijo do meu amor...

Talvez o tenha procurado desde sempre!...
Talvez a tenha amado desde sempre!...
Mas com negativa a resposta deste impossível amor
Fico não frio!...
Mas quente e aconchegado...
Num beco envolto em sombras...

12/05/2008

The Guitar-player...


A rainha entre as mulheres
Por entre arrepios e olhares
Excita-se sendo tocada por ele…
Soltando gemidos e gritos de prazer…
Tornam-se um só!...
E voando no vento
São imortais…
Compondo as mais belas músicas
Eternas melodias de amor…
Ódio!...
Vida…
Morte!...
Mas acima de tudo
Prazer!
Por entre os seus dedos
Tocando nas angélicas cordas
Palavras e carícias encantam-na
Fazendo…
Não música…
Mas magia!...
Sentimentos chorados no vento…
Fielmente tocadas
As cordas vibram incansavelmente
E fazem vibrar o coração…
Almas perdidas no vento
Agora encontram-se por entre beijos…
Tudo funciona numa mítica perfeição…
Tudo graças a ele!...
O soldado de uma batalha de emoções
Aquele que é o rei do palco…
E ao mesmo tempo…
Mendigo de rua…
Que na sua solidão
Chora com os dedos…
O vento que ninguém vê
Mas que todos sentem…
Por entre suor e lágrimas
É ele que se faz voar mais alto…
É ele o maestro!
O guia das almas
E da vida!
O Justiceiro sentimentalista…
O Homem da guitarra…
O Guitarrista!...



Para todos os amantes do Rock

E para os amantes da guitarrra...

Os Guitarristas


Viva o Metal

Viva os Metallica!

26/03/2008

Ninguém...O Ninguém...


Quem és tu?
Caminhando sem ter pés…
Sem chão…
Nu…
Envolto em escuridão
Preso nas sombras
E beijado pela solidão…
Mas caminhando…
Quem és?...
Sem saber para onde ir…
Seguindo um destino vazio…
Um triste e usurpador vazio…
Que te envolve num ferido abraço de amor…
Num sufocante abraço…
O único abraço que terás…
Que te aperta,
Sufocando-te lentamente como um cancro
O cancro de seres invisível…
Quem é tu?...
Mergulhado no teu mundo
Onde ninguém te conhece
Ou ninguém quer conhecer…
Choras tu talvez
Por passarem por ti
Rindo…
Fingindo que não existes…
Quem és tu?...
Quem és, homem sem sentimentos?
Sem coração…
Quem és demónio sem rosto?...
− Eu…Ninguém…
Porque não és Alguém?
− Foram eles!
− Eles…assim o quiseram!
− Eles!...

15/03/2008

Mar...


Neste mar onde vivo...
Onde mergulho...
Em que me afogo...
Há algo mais que pura tristeza...
À mágoa no fundo deste lago imenso...
Um tal sentimento...
Tão intenso...
De uma tal solidão...
Profunda como este mar estrangeiro...
Uma mágoa perdida...
Escondida entre falsos sorrisos...
Entre falsas palavras de amor...
E perdido, nado à deriva
Sem encontrar
Quem me venha salvar...
Estou no fundo...
Nunca outrora vi tal negro...
Esta tal mágoa de amor...
Que me beija...
E me envenena
Toda a felicidade...
Neste mar de água suja...
Suja de sangue...
Entre qual não consigo caminhar...
Um sangue de uma alma ferida...
E neste lago em que reina a mágoa...
Sinto medo...
Pois um tal ódio ferve no meu coração...
E o negro poeta que se encontra dentro de mim
Pede para sair...
Sei que muito mais tempo não irei resistir...
Os meus olhos cegos...
Vêem um escuro...
Um negro ódio...
E medo...
Nestas lágrimas de vermelho...
Choro saudade
Daquela tal ignorância...
De uma infância...
Em que fui rei...
E batalhei por mim próprio...
Sem saber porquê?...
E sem questionar...
Mar negro de escuridão...
Não corrompas este falso coração...
Este coração que não bate...
Porque está carregado de mágoa...
Que não sabe para onde ir...
Pois ficou preso em ti...
No teu imenso...
Nessa tua mágoa
De escuridão...

07/03/2008

Dark XII – Mundo de Escuridão



Nesse teu mundo...
Onde vives...
Onde te perdes...
Onde finges ser poeta...
Há uma luz...
Pequena...
Quente...
Que te afaga o rosto...
Como se de um beijo se tratasse...
Que te chama...
Em mil palavras,
De mil vozes do teu pensamento
Mas não consegues ir ter com ela...
Com aquela pequena luz...
O amor dela...
Que em mil palavras desejas
E desaparece aos poucos...
Aos poucos...
Até desaparecer para sempre...
E tropeças nas pedras...
Do teu destino...
Que dizem ser aquilo que não são...
Amigos...

Como uma frágil criança...
Que inocentemente...
Tem medo de tudo...
Tens tu medo de onde te encontras...
Deste teu mundo que te beija...
Incendiando a tua face fria...
Que suga toda a pequena alegria...
Este teu mundo de escuridão
Este lugar onde não existe paixão...
Só aquela infinita solidão...
Que envenena esse tal coração...
Que já não tens...
Se tens...há muito que não bate...
Que a pouco...e pouco...morreu...
Nesta sibilantes palavras...
De veneno...
Palavras que achavas...
Amigas...


Neste choro seco
Corrompes o teu próprio eu...
E perguntas
Será que és mais forte...
Que o teu eu mais fraco?
O eu que caminha amedrontado...
Escorraçado...
Para uma solidão...
Para um vácuo de escuridão
Para um poço
Que se cava cada vez mais fundo...
Num olhar...
Numa palavra...
Num beijo...
De amor...
Nunca dado...

Mais...mais...
E mais...mais...
Cada vez fundo...
Nesta alegria
Nesta luz...
Nesta amizade...
De amor...
Que pega na pá...
E que cava a tua sepultura...
E neste funeral
De quem não morreu...
Caiem as lágrimas forçadas...
As lágrimas de fantasia...
Chorada por amigos...
De fantasia...
Nesta monotonia repetitiva
A morte dele torna-se festiva...

Voa pequeno corvo...
Nesta agonia
De seres tu próprio...
De seres sóbrio...
Preso na tua fantasia...
De que consegues voar
Por ti mesmo...
Dono das tuas asas...
Que usas para voar...
Apenas baixinho...
E triste...
Levantas a cabeça
E finges sorrir...
Mesmo que o teu âmago...
Esteja podre de loucura...
Da inexistente brancura...
Do teu negro coração...
De fingido...
Foragido...
Poeta...

Neste teu mundo...
Em que vives
Em que morres
E voltas a renascer...
Para mais uma vez sofreres...
Na tua escuridão...
No teu pecado vicioso...
Neste bem malicioso...
De uma luz...
Que não é mais...
Que o teu eu morto...
Morto mas alegre...
E que te desfaz...
Matando-se a si próprio...
Para te matar a ti...
Com esta singular palavra...
A...m...i...z...a...d...e...

E o amor?
Aquele que se diz
A tua luz...
Aquele amor que dizem haver por ti...
Mas que é inexistente...
Como tu...
Que apaixonadamente...
Te enterra...
Como se fosse obrigação...
Dar cabo desse estúpido coração...
Coração de Leão...
Morto pelo Caçador...
Que o abate com balas...
Bum!...
Bum!...
Num sibilar de falsas palavras de amor...
Proferidas na tua própria dor...
Por aqueles teus...
Amigos...
As armadilhas do teu mundo...
Do teu mundo de Escuridão...

O teu próprio mundo de Escuridão
Aquele mundo onde refugias...
Aquele mundo que não querias...
Mundo que crias-te na tua própria vergonha...
No teu véu de falso monge...
Que se esconde...
Na sua tristeza de amor...
Nas suas lembranças de morte
E tu?...
Pobre corvo de voz esganiçada...
Pobre corvo de consciência perturbada...
O preso...
Que lutas contra ti próprio...
Com a própria teia que teceste
Na teia, onde no teu último dia morreste...
E nesta tua gaiola...
No teu mundo de escuridão...
Voas mais uma vez...

Voas como se fosse a tua primeira vez
Sem saber por onde...
Mas voando a todo o custo...
Poeta voador...
Que não é dono...
Das suas próprias palavras...
Que escreve sem ser compreendido...
Sem mostrar que está arrependido...
Daquele amor que o coração sente...
E que a mente despreza
Ou não consente...
Neste teu mundo
És feito prisioneiro da tua consciência...
Por aqueles a quem pedes clemência...
Por que nada mais és...
Que um pássaro negro
Que pinta o branco...
E que de asas partidas...
Voa...
No teu mundo de Escuridão...
Mundo de poeta...

21/02/2008

Dark X – Blackbird


Pássaro negro da escuridão
Voas...
Voas...
Mas sozinho...
Não sabes para onde ir
Nada mais fazes senão fugir...
E voas...
O teu destino é incerto
Tão longe...
Mas tão perto...
Foges de ti próprio...
Tens medo da tua realidade...
E choras!...
Pois voas sozinho
Mergulhado da tua própria sombra...
Preso na gaiola do teu pecado
De onde não consegues sair
Voas de um amaldiçoado destino
Que não para de te perseguir...
Voa...
No negro...
Para o negro...

Voa...
Voa...
Pequeno pássaro
Pássaro és!
Mas tão insignificante
Como uma invisível formiga...
Voas por amor...
Consomes o teu próprio coração
Preso numa eterna escuridão
A escuridão da tua própria lágrima...
Voas para longe daquilo que não queres enfrentar...
Uma paixão...
Foges da insuportável dor...
Que te faz voar...
Que te pode matar
Num tiro de caçador...


Olhos vermelhos de agonia
Voas, voas, prisioneiro da tua própria monotonia...
E escondeste do destino
Do amor...
Foges, e não os queres enfrentar...
E tens medo!...
Pois és cobarde!...
Foge!...
Foge!...
Porque a dor arde!
Foge, para não mais voltar!
Foge, foge, pois a Culpa quer-te matar!
Não és dono das tuas próprias asas...
Mas voas...
Sem saber sequer, porquê?...

Pássaro negro
Estás preso na tua própria liberdade
A liberdade que te foi dada no dia em que nasceste...
A liberdade de voar...
É só isso que tens
Pois é te proibido amar...
No escuro das tuas penas
Vê-se morte!...
O teu último destino...
A tua dor
E o teu medo...
De esquecer...
E de morrer esquecido...
Necrófago!
Comes o que já foi comido...
Destemido!...
Não o és, e sabes!

E voas mais uma vez...
E enquanto voas...
Caem-te as penas...
Uma...
A uma...
E assim sem as tuas penas
Ficas despido do teu negro
Nu....
Sozinho e nu...
Assim crava-se o frio na tua pele...

E morres!...
No frio da tua da tua solidão...
No teu amor de sonho...
Em que amas...
Mas nunca serás amado...
E quando morre o teu negro
Morre o branco do teu voador coração...
Assim se desfaz a vida...
Do pássaro que voou...
Para além do imaginável...
Que viu o interminável...
E que se perdeu...
Num olhar...
Num beijo que nunca se deu...
Corrompido pelo tempo do interminável...
Morre pássaro
Morre e deixa de escrever...
Pássaro Negro...
Que pinta o branco...
O Maldito Poeta voador...